Tem que sofrer muito minha filha! tem que ser largada por um milhão de homens e vê se aprende que amor não se implora. Vê se aprende que se ele gosta, uma frase no orkut não significa nada. Vê se aprende que se ele não gosta, você pode escrever até o RG dele no seu orkut, ele nem vai ter a capacidade de ler. Aprende, aprende, aprende que dói menos.’
ENTENDEU, SUA BISCATE?
15 de dezembro de 2010
14 de dezembro de 2010
Conselho de irmão
Mc Pikeno:
Ilusão, tá ligado, só abala o coração
Por que a vida tem que ser assim comigo?
Eu vou mostrar agora mano o que eu tô sentindo
Vontade de morrer acho que é a palavra certa
Não vou querer viver esse pouco que me resta
tô sofrendo, chorando, tô a ponto de morrer
Uma loucura na minha vida acho que eu vou cometer
Uma mina tão linda fez eu me apaixonar
Entrou na minha vida assim.. me ensinou amar
Mas por que logo eu? Responde por favor
Nunca senti de verdade o que era o amor
Agora achei a mina certa pra me eternizar
Aquela mãe dos meus filhos, a mina que eu vou casar
Ela jurou, prometeu, dizia que me amava
Só via ela no mundo, mais nenhuma me importava
Ela se foi e agora o que vou fazer?
Não tenho mais motivos.. tô sem razão pra viver
Sempre será aquela mina que eu mais quis
Ia ter tudo comigo, uma história feliz
Iludiu meu coração, agora bateu revolta
Quero tempo pra pensar mas esse tempo não volta
O covarde não é aquele que sofre por amar
E sim aquele que não ama com medo de chorar
Hoje provei que a vida é loka preste atenção
Porque um prostituto tem um coração
Agora arrependido
Mc Menor:
Ai Pekeno doidão.. é nois que tá. Demoro?
tá sofrendo por causa da vadia que te deixou (???)
Não quero vê mais isso! Escuta o que eu tô dizendo
Faz essa mina vê o que ela tá perdendo
Você é meu irmão ow caralho e geral tá ligado
Não vale a pena por mulher você fica abalado
Mais quem diria, moleque escuta ai vou dizer
Olha o Menor bolado dando conselho pra você :)(:
A vida é loka irmão e eu tô aqui pra testa
Porque até o final vou progredir é nois que tá
Humildemente, Consciente, original
Porque amor é so de mãe, de ilusão tô legal
A minha vida é varias fitas e eu vou te falar
Vou mantendo o equilibrio nunca vou me atrasar
A princesa te dominou moleque pode pá
Porque chorar mano faz parte .. cê aprendeu amar
A vida é um jogo e eu moleque sou um jogador
A gente perde a pessoa pra depois dar valor
É um conselho de irmão se você quiser ouvir
Pode pá qe te ajuda até o final tô aqui
Cabeça erguida irmão mostra ai quem é pá
O vida loka também ama eu tenho que confessar
Eu já amei, já chorei, já sofri, já errei
Varias fitas tá na mente ai moleque eu sei
Amor eterno ela promete, as estrelas e o céu
Uma lágrima sua pra ela é um troféu
Então joga ela na cama mano
Joga ela na cama ela fala que te ama
Mais no fundo ela te engana
Não quero vê você mal moleque preste atenção
Não tem dinheiro que pague mano amor de irmão.
Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina.
Tati Bernardi
10 de dezembro de 2010
"Me encantei.
A culpa é minha. Minha e das minhas expectativas.
Minha e das minhas lamentáveis escolhas.
Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca.
Então, com licença, deixe eu e minha culpa em paz.
Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.
Eu só te peço uma coisa. Para de culpar a vida. Pare de ter pena de você.
Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate.
Mas se perdoe.
Pelo amor de Deus, se perdoe.
Somos todos culpados, se quisermos.
Somos todos felizes, se deixarmos."
A culpa é minha. Minha e das minhas expectativas.
Minha e das minhas lamentáveis escolhas.
Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca.
Então, com licença, deixe eu e minha culpa em paz.
Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.
Eu só te peço uma coisa. Para de culpar a vida. Pare de ter pena de você.
Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate.
Mas se perdoe.
Pelo amor de Deus, se perdoe.
Somos todos culpados, se quisermos.
Somos todos felizes, se deixarmos."
Fernanda Mello, com certeza vc sabe da minha vida !
"Quanto tempo demora? - perguntou ele. - Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs."
(Khaled Hosseini em: O Caçador de Pipas)
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs."
(Khaled Hosseini em: O Caçador de Pipas)
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido.
Um só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação..
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão..
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'..
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
um pudim inteiro um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
9 de dezembro de 2010
'Eu posso ?'
Pedir permissão para ser você mesmo é algo que ultrapassa meu entendimento. Simplesmente não consigo processar.
Acho muuuuuito deprê assistir uma menina tirando do fundo do estômago um jeito razoavelmente meigo— mas no qual preserve o mínimo de dignidade– de pedir “autorização” para o namorado para sair com os amigos. É tão incompreensível, irracional e amedrontador quanto só sair para almoçar depois de pedir a benção do chefe..
Um relacionamento é o terreno no qual deveria me sentir completamente à vontade e poder exercer o direito de ser eu sem me preocupar com julgamentos—afinal, se aquela pessoa compartilha a vida comigo, nada mais óbvio do que ela saber, entender e aceitar que a tal vida inclui amigos, família, vontade de ficar sozinha, gatos/cachorros, desejo de mandar pra pqp o motorista da frente, anseio desesperado por uma tarde sonolenta e muda na rede.
Mas tem gente que não compreende, e o faz por uma única razão: tem uma existência tão vazia que basta uma única pessoa para preenchê-la toda. Mas não dá pra ser a extensão de alguém: é triste demais.
Viver um relacionamento baseado em “permissões” é como usar uma tornozeleira de monitoramento: você pensa ser livre e vive felizão nessa ilusão. Quando menos espera, no momento mais divertido, alertam que você passou dos limites e ordenam que volte para seu devido lugar. O equivalente humano do “junto!” canino. Quem necessita conhecer todos os passos do parceiro para se sentir bem, sofre de uma lamentável insegurança travestida de dominação. Em vez de cidadão se tratar e descobrir a razão da necessidade doentia de controle, impõe sua condição ao outro— e ainda deixa implícito que isso é “natural” em qualquer casal. Natural é ligar para avisar que vai chegar mais tarde porque decidiu ir ao karaokê. AVISAR. COMUNICAR. DIZER. FALAR. Pedir, pra mim, é usado em duas condições: nas desculpas e na licença.
É ridículo pedir permissão para viver a própria vida. O que dá, e pode ser delicioso, é vivê-la ao lado de alguém que também tenha uma.
Porque só quem vê sentido em si mesmo– independente de você ou de qualquer pessoa– pode ser boa companhia para alguém. ;)
Acho muuuuuito deprê assistir uma menina tirando do fundo do estômago um jeito razoavelmente meigo— mas no qual preserve o mínimo de dignidade– de pedir “autorização” para o namorado para sair com os amigos. É tão incompreensível, irracional e amedrontador quanto só sair para almoçar depois de pedir a benção do chefe..
Um relacionamento é o terreno no qual deveria me sentir completamente à vontade e poder exercer o direito de ser eu sem me preocupar com julgamentos—afinal, se aquela pessoa compartilha a vida comigo, nada mais óbvio do que ela saber, entender e aceitar que a tal vida inclui amigos, família, vontade de ficar sozinha, gatos/cachorros, desejo de mandar pra pqp o motorista da frente, anseio desesperado por uma tarde sonolenta e muda na rede.
Mas tem gente que não compreende, e o faz por uma única razão: tem uma existência tão vazia que basta uma única pessoa para preenchê-la toda. Mas não dá pra ser a extensão de alguém: é triste demais.
Viver um relacionamento baseado em “permissões” é como usar uma tornozeleira de monitoramento: você pensa ser livre e vive felizão nessa ilusão. Quando menos espera, no momento mais divertido, alertam que você passou dos limites e ordenam que volte para seu devido lugar. O equivalente humano do “junto!” canino. Quem necessita conhecer todos os passos do parceiro para se sentir bem, sofre de uma lamentável insegurança travestida de dominação. Em vez de cidadão se tratar e descobrir a razão da necessidade doentia de controle, impõe sua condição ao outro— e ainda deixa implícito que isso é “natural” em qualquer casal. Natural é ligar para avisar que vai chegar mais tarde porque decidiu ir ao karaokê. AVISAR. COMUNICAR. DIZER. FALAR. Pedir, pra mim, é usado em duas condições: nas desculpas e na licença.
É ridículo pedir permissão para viver a própria vida. O que dá, e pode ser delicioso, é vivê-la ao lado de alguém que também tenha uma.
Porque só quem vê sentido em si mesmo– independente de você ou de qualquer pessoa– pode ser boa companhia para alguém. ;)
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